 |
Vamos Reformar! Muita gente não sabe, mas estamos vivendo em plena Reforma, pelo menos na área do ensino. Reforma passou a ser a palavra de ordem entre os educadores e teóricos da educação nesse início de século 21, em plena pós-modernidade. Especialmente na Europa e América Latina esse é o tema do momento: Reformar. No Brasil, seis pensadores da educação ganharam destaque, e merecem ser ouvidos por todo professor que deseja realizar seu sonho de transferir conhecimento e experiência e vida com eficácia. São eles: o francês, Edgar Morin, o saíço Philippe Perrenoud, os espanhóis César Coll e Fernando Hernández, o português António Nóvoa e o colombiano Bernardo Toro. O prestígio desses homens está, em boa parte, nos livros publicados sobre temas pontuais e práticos, algo um tanto diferente dos grandes mestres, Jean Piaget, Paulo Freire e Emilia Ferreiro. Esses, pós-modernos pensadores, dedicam-se ao trabalho de reprocessar idéias já largamente difundidas (e aceitas) e apresentá-las numa linguagem fácil, objetiva e coerente com as necessidades atuais. Coll, por exemplo, partiu das idéias de Piaget para escrever sobre currículo. É ele quem defende: “Um plano curricular precisa satisfazer, de forma articulada, todos os níveis de uma escola. O que importa é o que o aluno efetivamente aprende, não o conteúdo transmitido pelo professor. O bom funcionamento de um currículo depende não só do professor, mas também dos alunos, pais, funcionários, assistentes, coordenadores e diretores.”. No caso de uma igreja, o Pastor e a liderança devem estar envolvidos e comprometidos com o currículo geral. Perrenoud, por sua vez, desenvolveu o conceito de competências – que o tornou um fenômeno editorial – depois de estudar, entre outros, os ensinamentos de Freire. “Competência em educação é mobilizar um conjunto de saberes para solucionar com eficácia uma série de situações. Entretanto, jamais abandone sua sensibilidade e afetividade ”, ensina Perrenoud. Toro ganhou fama ao definir as sete bases sobre as quais todo estudante deve construir não só o aprendizado, mas a vida: 1) Domínio da leitura e da escrita; 2) Capacidade de fazer cálculos e resolver problemas; 3) Capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações. 4) Capacidade de compreender e atuar em seu entorno social; 5) Receber criticamente os meios de comunicação; 6) Capacidade de localizar, acessar e usar melhor a informação acumulada; 7) Capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo. Morin, o mais idoso da turma, vem há algumas décadas aprimorando a chamada teoria da complexidade. “É preciso substituir um pensamento que isola e separa por um pensamento que distingue e une. Por isso devemos incorporar os problemas cotidianos ao currículo e interligar os saberes. O ser humano é reducionista por natureza e, por isso, é preciso esforçar-se para compreender a complexidade e combater a simplificação”. Afirma Morin. Nóvoa dedica-se a bater na tecla da formação profissional. Diz ele: “O desafio dos profissionais da área escolar é manter-se atualizado sobre as novas metodologias de ensino e desenvolver práticas pedagógicas eficientes”. Em recente pesquisa junto a 2458 professores, 43% afirmaram que se sentem despreparados para atender às crescentes exigências do ensino. E Hernández mesclou várias teorias para difundir os benefícios de se trabalhar com projetos didáticos. “A organização do currículo deve ser feita por projetos de trabalho, com atuação conjunta de alunos e professores. As diferentes fases e atividades que compõem um projeto ajudam os estudantes a desenvolver a consciência sobre o próprio processo de aprendizagem”, conclui Hernández. Sugerimos a leitura do livro “Quebrando Paradigmas” do Pr. Ed René Kivitz; “As Sete Leis da Liderança” de David Hocking e “O Poder da Visão” de George Barna.
|